segunda-feira, 21 de maio de 2012

Métodos de conservação do Morango

Métodos de conservação do morango

 
    
     Conservar o morango mantendo as mesmas características do fruto fresco tem sido um grande desafio tecnológico a ser vencido, pois ainda nenhum método economicamente viável consegue preservar a longo prazo a qualidade de fruta fresca do morango, o que resulta na perda de algumas características como textura, aroma, sabor e cor.

     Por ter uma composição química complexa, todos os produtos derivados do morango, como sucos e geleias, mesmo que elaborados e embalados com alta tecnologia, têm vida de prateleira relativamente curta, com perdas significantes de cor e sabor, o que requere que o alimento tenha um giro rápido no mercado, sendo resposto continuamente.


- Congelamento:
      A grande vantagem do morango congelado é que ele é um produto de grande flexibilidade para a comercialização. Desta forma o processador pode suprir os tipos, tamanhos e graus de qualidade que atendam às especificações de fabricantes de iogurtes, sorvetes, geleias, de recheios e coberturas para a indústria de panificação, além dos fabricantes de sucos e néctares. Como desvantagem temos o custo do congelamento, estocagem e transporte congelado.
     Vale citar que quanto mais rápido o congelamento, menos danos serão provocados na sua estrutura celular, preservando melhor sua textura, sabor e cor. O produto geralmente é congelado de duas formas: congelamento individual e em bloco.

- Congelamento individual:
      Como o próprio nome indica neste tipo de congelamento o morango é congelado individualmente, ficando íntegros e separados uns dos outros após a embalagem.

- Congelamento em bloco:
      Neste caso, os morangos são embalados em sacos plásticos e, após, colocados em bandejas retangulares, tomando a forma desta. Observa-se aqui que os morangos são prensados pelo peso das camadas, liberando suco, perdendo o formato e formando uma massa contínua chamada de bloco. O tamanho e formato do bloco dependem da embalagem final onde será colocado o bloco congelado. Esta embalagem final geralmente é de papelão (papel cartonado).
     Desaconselha-se colocar diretamente o saco plástico na caixa de papelão para levar ao congelamento. O papelão (ou qualquer outra embalagem não metálica) forma uma barreira isolante significativa reduzindo a troca de calor, aumentado o tempo de congelamento. Da mesma forma, quanto maior a espessura do bloco, maior será o tempo de congelamento. Outras formas de apresentação deste tipo de produto é na forma de fatias e cubos.

- Túnel tipo IQF (Congelamento Rápido Individual):
      É utilizado para produtos mais nobres, quando a industria quer elaborar produtos que contenham morangos inteiros, ou pedaços com textura pouco alterada, como alguns tipos de sorvetes e iogurtes, coberturas de tortas, etc. O princípio de funcionamento deste congelamento se baseia em um túnel com uma esteira perfurada que passa no seu interior, sobre a qual flutuam os morangos, impulsionados pelo ar frio, forçado por baixo da esteira.
     De maneira geral dependendo do tamanho do morango e da temperatura do ar, o tempo de congelamento varia entre 3 a 8 minutos. A refrigeração é do tipo mecânico, com o ar resfriado em torno -30 a –40º C. Este equipamento tem custo elevado, é muito versátil, servindo para várias pequenas fruta. Portanto, o investimento só terá retorno se utilizado durante todo ano e com produtos de alto valor agregado. O equipamento é altamente compacto e de grande produção, uma vez que é alimentado continuamente por uma camada espessa de morangos, dispensando a colocação individual de morangos sobre a esteira.

- Túnel com Nitrogênio ou Gás Carbônico:
     Também é um método altamente eficiente de congelamento, gerando produtos de alta qualidade. Apesar do custo do equipamento ser baixo, resulta em produto de custo elevado, portanto só deve ser utilizado quando se tem alta agregação de valor. O princípio de funcionamento é baseado na expansão desses gases dentro de um túnel, onde os morangos são colocados separados sobre uma esteira.
     Também existe uma versão onde o congelamento se dá por batelada em uma câmara fechada. O alto custo é provocado pela perda do gás o qual não é recuperado. Geralmente é utilizado para safras curtas.

- Túnel estático com ar forçado:
      São os túneis mais convencionais e conhecidos, usados principalmente para o congelamento de carnes e peixes. Também resulta em bons produtos se as temperaturas do ar suficientemente baixas para frutas (-27 a -35º C) e a velocidade do ar na faixa dos 3 a 5 m/s. Neste tipo de equipamento, o ar frio é forçado por potentes ventiladores e circula entre as bandejas construídas com tela perfurada onde são colocados os morangos. As bandejas são dispostas em carrinhos do tipo prateleira.
     Deve-se atentar que no congelamento individual com ar forçado, mesmo do tipo IQF, o fruto sofre uma perda por desidratação da ordem de 4-6%.

- Túnel estático com ar forçado:

     Este tipo de equipamento é semelhante ao congelamento de morango individual. No caso de blocos deve-se atentar para não fazer pilhas. O ideal é que se disponha de prateleiras onde o bloco recebe o frio de todos os lados. Neste caso dependendo da potência do equipamento e da espessura bloco e tipo de empilhamento, pode-se levar dias para completar o congelamento. De maneira geral o produto é congelado na sua superfície no tempo de 24-36 horas e torna-se sólido em 3-4 dias.

- Congelamento em Câmara de Armazenamento:

     Neste caso, como o próprio nome já diz, são câmaras que são usadas apenas para armazenamento e manutenção do produto. Nesse tipo de câmara a temperatura de armazenamento para o morango deverá ser abaixo de -18º C dependendo do tempo em que se pretende armazenar. Como tem o propósito de apenar manter o produto congelado, sua potência de congelamento é baixa, assim como a velocidade do ar. Portanto é contra indicada para se fazer o congelamento. Apesar desses inconvenientes, isto ainda é praticado, quando não há opções por equipamentos mais indicados.
     Normalmente os produtos apresentam baixa qualidade devido ao elevado tempo para o congelamento, podendo ainda apresentar sérios danos ao produto, como deterioração por microrganismos e fermentações.

- Conservação de polpa de morango por métodos químicos:
     A preservação de polpas por meio de aditivos químicos é um processo bastante prático, simples e com custos relativamente baixos de operação e armazenamento. Entretanto tem sofrido restrições comerciais em virtude das tendências modernas de consumo, em que os aditivos químicos tem sido banidos em nome da saudabilidade dos alimentos.
     Este tipo de produto foi muito usado no passado, para a fabricação de geleias e doces de morango, quando o congelamento era pouco acessível comercialmente. Também, pela qualidade inferior ao do produto congelado, o seu mercado está em queda. Os principais aditivos utilizados são o ácido benzóico e o ácido sórbico, geralmente na forma de sais de sódio e potássio, que são mais solúveis.
      Os limites legais para estes conservantes, no produto final são de 0,1% sobre o peso e todos os aditivos devem obrigatoriamente serem declarados no rótulo. O benzoato de sódio apresenta maior atividade contra bactérias e leveduras, enquanto que o sorbato de potássio apresenta maior atividade sobre os fungos.

- Conservação de polpas morango pelo uso do calor:
     Como polpa de morango subentende-se que os morangos foram submetidos a passagem por uma despolpadeira que os tornaram uma massa homogênea, perdendo completamente a forma inicial. De maneira geral o comercio de polpas deste produto é restrito, uma vez que pedaços, cubos, fatias e morangos inteiros são mais valorizados, exceto para sucos, por que aumentam a textura e proporcionam ao consumidor maior prazer na mastigação.
     O processamento térmico foi o primeiro método usando na conservação do morango. Mesmo causando alterações de sabor e cor ainda é praticado para diversas finalidades. Um grande segmento da indústria utiliza este tipo de produto para fabricação de sorvetes, recheios de doces, iogurtes, e miniminizam as alterações de cor e sabor, por meio de agentes flavorizantes e corantes.

Trabalho: LIMA, Marcelo F. Miranda Aluno. IFSC-Canoinhas - Agroindústria.


Superfícies usadas na indústria de alimentos

Apresentarei algumas das características dos principais tipos de superfícies usadas na indústria de alimentos.

Madeira: permeável à umidade, gordura e óleo; difícil manutenção; é destruída por alcalinos.
Cuidados: Difícil de higienizar.

Aço carbono: detergentes ácidos e alcalinos clorados causam corrosão.
Cuidados: Devem ser galvanizados ou estanhados, usar detergentes neutros.

Estanho: Corroído por alcalinos e ácidos.
Cuidados: Superfícies estanhadas não devem entrar em contato com alimentos.

Concreto: Danificado por alimentos ácidos e agentes de limpeza.
Cuidados: Deve ser denso e resistente a ácidos.

Vidro: Liso e impermeável. Danificado por alcalinos fortes e outros agentes de limpeza.
Cuidados: Deve ser limpo com detergente neutro ou de média alcalinidade.

Tinta: Depende da técnica de aplicação; danificado por agentes alcalinos fortes.
Cuidados: Apenas algumas tintas são adequadas em industria de alimentos.

Aço inoxidável: Geralmente resistente a corrosão; superfície lisa e impermeabilizável resistentes a oxidação a altas temperaturas; facilmente higienizado.
Cuidados: É caro, certos tipos podem ser corroídos por halogênios.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Métodos de desidratação (tomate)

     A água é um dos fatores que geram condições para o crescimento e desenvolvimento de numerosa faixa de microrganismos nos alimentos.. A redução da água livre dos alimentos eleva a pressão osmótica de seu meio e, consequentemente, a proliferação de microrganismos é contida. Também nessa situação, enzimas que provocam alterações nos alimentos diminuem ou perdem a sua atividade.

     Desidratação nada mais é do que a retirada da água dos alimentos. Nos vegetais, grupo que reúne as frutas, verduras e hortaliças, a desidratação prolonga sua vida útil e permite a comercialização por um período mais longo dos produtos sazonais e de elevada perecibilidade, evitando assim flutuações excessivas de preços na entressafra e reduzindo as perdas pelo melhor aproveitamento da produção
 
    A secagem como método de conservação dos alimentos, é um dos mais antigos processos empregados pelo homem e até hoje é utilizado, empregando-se moldes e controles tecnológicos atuais. Dentre os métodos conhecidos, aplicam-se nesta pratica três processos distintos para desidratação de tomate: método convencional em estufa, método de secagem em camada de espuma (foam-mat) e desidratação por micro-ondas.

 Métodos (O mesmo para os 3 tipos de desidratação):
 -Selecionar a matéria-prima (6 tomates em cada desidratação);
-Pesar (peso bruto);
-Lavar em água corrente;
-Sanitizar por imersão em colução clorada por 15 minutos;
-Enxaguar com água corrente;
-Cortar ao meio e retirar pedúnculo e sementes;
-Pesar (peso líquido).


Desidratação 1 - Método: Estufa

-Passar os tomates em uma mistura de açúcar e sal (8% e 2,5% sobre a massa de tomate, respectivamente);
-Colocá-los nas bandejas de secagem;
-Levar a estufa a 60ºC, o tempo será determinado quando a pele estiver enrugara e a parte de dentro, seca.
-Retirar da estufa, esfriar.

Desidratação 2 - Método: Foam-mat 

-Retirar o pedúnculo e as sementes dos tomates e descartar;
-Processar no liquidificador o tomate até a obtenção de um creme;
-Adicionar 1,5% do peso do tomate em emulsificante (emustab);
-Bater em batedeira por cerca de 30 minutos até obtenção de uma espuma (ponto semelhante ao suspiro ou clara de ovo em neve);
-Espalhar o material resultante sobre papel alumínio e levar para desidratação em estufa com circulação de ar a temperatura de 60ºC, até obter massa constante (secar);
-Retirar o produto do papel alumínio e bater no liquidificador para obtenção de um pó fino.

Desidratação 3 - Método: Micro-ondas 
 
-Numa peneira colocar os 6 tomates cortados ao meio no sentido do comprimento;
-Polvilhar com uma mistura de 1 colher (sobremesa) de açúcar e 1 colher (chá) de sal;
-Deixar escorrer por cerca de 30 minutos.

1ª Etapa:
-Forrar um prato de micro-ondas com papel absorvente (papel toalha, guardanapos);
-Colocar os tomates (escorridos) com a pele para cima;
-Levar ao micro-ondas em potência alta por 10 minutos.

2ª Etapa:
-Apertar levemente cada tomate com um garfo para sair a água;
-Retirar do prato e trocar o papel absorvente;
-Colocar novamente os tomates com a pele para cima sobre o papel absorvente no prato;
-Levar ao micro-ondas em potencia alta por 5 minutos;
-Repetir este procedimento trocando o papel absorvente e apertando cada tomate com um garfo a cada etapa.

3ª Etapa: Mais 5 minutos.
4ª Etapa: Mais 5 minutos.
5ª Etapa: Mais 2 minutos.

6ª Etapa: Mais 2 minutos, mas agora os tomates deverão ser colocados com a pele virada para baixo.

7º Etapa: Mais 1 minuto, com a pele para baixo, após isso retira-se do micro-ondas e deixa esfriar.

Obs.: Depois de frios coloque os numa tigela e cubra-os com azeite temperado com orégano e alho laminado. Sempre os deixe cobertos de azeite para conservá-los por mais tempo.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Conservação de Alimentos, como surgiu?



http://www.article.com.br/data/artigos/art_49_97204.jpg

A conservação dos alimentos surgiu com a civilização. O homem pré-histórico logo ce-do compreendeu que deveria guardar as sobras de alimentos dos dias de fartura, para os tempos de escassez. Os primeiros métodos de conservação deveriam ser e foram extremamen-te simples. Tudo indica que os primeiros pedaços de mamute deveriam ter sido apenas secos ao sol; a secagem rápida da camada externa possibilita a conservação da parte interna.

Com a descoberta do fogo, surgiu a defumação, ainda hoje utilizada. Seguiu-se a des-coberta da salga, um processo simples e muito prático. Homero e Hesíodo mostram que na Grécia antiga, a salga da carne e do peixe era utilizada em grande escala. Herodoto afirma que os egípcios faziam o mesmo. Os fenícios em suas longínquas viagens, alimentavam-se com peixes e carnes salgados. Comiam também caças provenientes de distantes regiões conserva-das no mel. Os gauleses da Armórica alimentavam-se com carne seca pulverizada, de fácil transporte. O mesmo hábito tinham alguns povos da Ásia Menor ao tempo dos imperadores Cômado e Pertinax , quando se conservavam carnes imersas na banha.

As principais causas da deterioração dos alimentos são: a respiração, a fermentação e a putrefação.

A respiração (mesmo que oxidação) causa alteração principalmente em frutas, verdu-ras e legumes, que permanecem vivos algum tempo depois de colhidos. Nesse processo, o oxi-gênio do ar reage com os carboidratos neles presentes, causando desprendimento de dióxido de carbono, água e energia sob forma de calor. Como ocorre consumo de materiais, sem repo-sição, os alimentos se deterioram.

Sem contato com o ar, certos alimentos, como o leite e os sucos de frutas, podem sofrer outros tipos de reação química que, no conjunto, recebem o nome de fermentação. Nesse processo, os carboidratos dos alimentos, pela ação de certos fungos microscópicos, são trans-formados em produtos como álcool e ácido, com desprendimento de dióxido de carbono e e-nergia sob forma de calor.

O terceiro tipo de alteração dos alimentos é a putrefação, que consiste na decomposi-ção pela ação de bactérias. As carnes e os produtos delas derivados são os alimentos que pas-sam por esse processo, quando em contato com ar, umidade e calor. Nessas condições, as bac-térias proliferam e realizam a decomposição.

O que é um Refratômetro?


     O refratômetro é um equipamento para laboratório utilizado para teste e controle em laboratórios, indústria alimentícia, de bebidas e outros para indicar o índice de refração do elemento analisado.

O índice de refração é proporcional à concentração em porcentagem de sólidos dissolvidos em soluções aquosas (%brix), o que, no caso dos alimentos corresponde principalmente ao açúcar que eles contêm. Permite conhecer o teor de açúcar de sumos de fruta, bebidas, concentrados, katchup, xaropes, mel, etc, que é fundamental para controlar a qualidade e valor nutricional destes produtos alimentares. Através da refração é possível também a determinação de água em leite, álcool em água, óleos não saturados em gorduras e óleos vegetais, proteínas em soluções aquosas, salinidade em água do mar, entre outros.
O uso do refratômetro permite uma análise rigorosa e eficaz, com resultados precisos, auxiliando o estudo no laboratório e em campo.

Qual o modelo de refratômetro indicado para minha análise?
A resposta correta é depende. O refratômetro indicado depende do tipo de análise que será feita e os resultados que deseja alcançar. Conheça alguns modelos de refratômetro:

Refratômetro digital de bancada: o refratômetro Atago, modelo RX5000 fixa internamente a temperatura e mede o índice de refração, %Brix ou concentração de vários líquidos, com precisão e velocidade.

Refratômetro Digital Portátil: projetado para atingir toda escala (0 a 85%Brix), esse refratômetro Atago é utilizado para análises de sumos, frutas, bebidas energéticas, mel, geleias, bem como outros produtos alimentares, para o teste de nível de Brix de açucar.

Refratômetro de Campo: o refratômetro PAL-102S é o equipamento mais indicado para a medição da porcentagem de diluição e controle da porcentagem de concentração em óleos hidráulicos e líquidos de limpeza. Usado em indústria manufatureira, metalmecânica, petroquímica e setores químico, biológico e educativo.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Atividade da água (água livre, água ligada)

A melhor medida da concentração de água, em termos de propriedades físico-químicas, nos produtos, refere-se à medição da sua atividade (aw), ou seja, medição do teor de água livre no produto. A água pode ocorrer como água ligada e água livre, resultando em conteúdo total de água (umidade). Podendo-se apresentar-se intimamente ligada às moléculas constituintes do produto, não podendo ser removida ou utilizada para qualquer tipo de reação, onde o metabolismo dos microrganismos é paralisado, não havendo desenvolvimento ou reprodução; ou pode encontrar-se livre, estando disponível para as reações físicas (evaporação), químicas (escurecimento) e microbiológicas, tornando-se a principal responsável pela deterioração do produto. A velocidade das reações químicas, desejáveis ou não, depende da mobilidade e concentração dos compostos e enzimas envolvidos, que são conferidas pela quantidade de água livre.



A determinação da atividade de água, permite a inibição da reprodução microbiana, reações enzimáticas, oxidativas e hidrolíticas do produto, assegurando embalagem e condições de armazenamento adequados, valorizando o produto economicamente. O produto com atividade de água estabelecida pode apresentar maior qualidade e rendimento, melhor preservação e tempo de vida determinado com maior rigor.



A diferença entre umidade e presença de atividade de água num produto pode ser evidenciada através de uma força motriz, presente no produto, que proporciona o transporte da água livre de um ponto de atividade de água mais intensa, para outro ponto em que a atividade de água seja reduzida, embora, ambos os pontos encontrem-se com igual teor de umidade ( que representa a água total = água combinada + água livre).



Quando não existe água livre, a medida de atividade de água será igual a aw = 0.000, porém, se a amostra é constituída em sua totalidade por água pura, então aw=1,000. Portanto, as medições de aw dos produtos estão compreendidas entre 0,000 e 1,000.



Alguns valores mínimos de aw para desenvolvimento de microrganismos:



1- Bactérias deteriorantes = 0,90
2- Leveduras deteriorantes = 0,88
3- Bolores deteriorantes = 0,80

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Genoma da bactéria que provocou a Peste Negra



Arcada dentária usada para as pesquisas sobre
peste negra (Foto: Museu de Londres)
 
    Epidemia matou 50 milhões de pessoas na Europa entre 1347 e 1351. Atualmente, versão moderna da doença deixa 2 mil mortos por ano.
Uma equipe internacional de cientistas sequenciou o genoma inteiro da bactéria responsável por provocar a peste negra na Europa - doença que matou 50 milhões de pessoas no continente entre 1347 e 1351. Provocada por um ancestral do micro-organismo Yersinia pestis, a doença nada mais é do que a peste bubônica atual.
    
    O estudo foi divulgado na revista científica "Nature" e pode ajudar na compreensão das doenças infecciosas modernas.
É a primeira vez que os cientistas conseguem reconstruir o material genético de um micro-organismo que tenha causado doenças no passado. Os pesquisadores têm esperança de que o trabalho possa mostrar a evolução de um parasita durante os anos - incluindo a capacidade que o micro-organismo teria de provocar doenças.
     A técnica pode ser usada para o estudo de outras doenças, segundo os cientistas. Quanto ao caso da peste negra, o grupo agora deseja saber o que tornou a bactéria tão mortal há 660 anos.Atualmente, as versões modernas da bactéria provocam a morte de 2 mil pessoas por ano no mundo.
Para os pesquisadores, outras pragas que infestaram o mundo medieval nos séculos 6, 12 e 13 da Era Cristã não foram causadas pelo mesmo parasita da peste negra. A pior delas, a praga de Justiniano, deixou 100 milhões de mortos.


Resto de cinco pessoas que morreram pela peste negra há
660 anos (Foto museu de Londres)


Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude.

Pirâmide Alimentar


A Pirâmide Alimentar foi criada para ajudar a entender como equilibrar esses alimentos diariamente.

Grupo 1: Alimentos Energéticos

    Estão nesta categoria temos o arroz, milho, macarrão, pão, batata, mandioca, farinhas, açúcares, bolos e mel, ou seja, alimentos que contém carboidratos, compostos orgânicos que nos dão energia para trabalhar, estudar e brincar. Existem também os alimentos superenergéticos, que possuem grande quantidade de gordura e açúcar e, por isso, devem ser consumidos com moderação.

    São eles manteiga, margarina, creme de leite, óleos, bolos confeitados, sorvetes cremosos, chocolates, refrigerantes, balas, chicletes, e salgadinhos. Os alimentos energéticos podem ser comparados com a energia elétrica de uma casa, que faz funcionar lâmpadas e aparelhos eletrônicos.

Grupo 2: Alimentos Construtores

    Pertencem a este grupo os alimentos ricos em proteínas, como leite, queijo, ovos, carne, frango e peixe (origem animal), além da soja, ervilha, lentilha e feijão (origem vegetal). As proteínas são compostos que constituem o principal componente dos organismos vivos. Elas são fundamentais para o crescimento e, se o nosso corpo fosse uma casa, poderíamos comparar as proteínas aos tijolos que usamos na construção.

Grupo 3: Alimentos Reguladores 

    São formados por vitaminas, fibras, minerais e água, os alimentos desta categoria hidratam o corpo, deixando os cabelos brilhantes, unhas fortes e pele macia. São encontrados em legumes, verduras e frutas. As fibras ajudam na digestão, facilitando o movimento dos alimentos no aparelho digestivo, e no bom funcionamento do intestino. Os alimentos reguladores podem ser comparados ao cimento, que une os tijolos da casa, porque contribuem para que haja uma relação de equilíbrio entre os alimentos e o nosso organismo.

Grupo 4: Alimentos energéticos a serem evitados

    Tratam-se das gorduras, óleos e doces, recomenda-se apenas o consumo de uma vez ao mês dessa classe de alimentos, eles fornecem energia tal como os energéticos do grupo 1, mas devem ser evitados devido a teores altos indesejados de nutrientes em sua composição.